Logística hospitalar, em linguagem clara.

Os termos que mais utilizamos quando falamos de stock, rastreabilidade e regulamentação, explicados sem jargão.

Armazenamento inteligente (smart room, armário inteligente)
Área de armazenamento ou armário que identifica os produtos que contém e regista o que é retirado, quando e por quem.
Benchmarking
Comparação de indicadores entre unidades, processos ou períodos para identificar onde o desempenho pode melhorar.
Código de barras (GS1)
Código de leitura automática presente no produto ou na embalagem. Na saúde, as normas GS1 são amplamente utilizadas para codificar o identificador do produto, o lote e a data de validade.
Custo por procedimento
Custo do material consumido num procedimento cirúrgico ou de intervenção concreto, calculado a partir dos registos de consumo.
Dados mestre de produto (catálogo)
Lista de referência dos produtos com os respetivos códigos, descrições, classificações e dados como o UDI. A sua qualidade determina a qualidade da rastreabilidade.
Dispositivo implantável de classe III
Dispositivo médico de alto risco destinado a ser implantado no corpo. Ao abrigo do MDR da UE, os hospitais têm de registar o UDI destes dispositivos.
Gestão de validades (FEFO)
Rotação do stock para que os produtos com validade mais próxima sejam utilizados primeiro: primeiro a expirar, primeiro a sair.
Kanban (duas caixas)
Método de reposição por consumo. Cada produto tem dois contentores: quando o primeiro fica vazio, sinaliza a reposição enquanto se utiliza o segundo.
MDR
Regulamento (UE) 2017/745 relativo aos dispositivos médicos. Estabelece requisitos de segurança, desempenho e rastreabilidade, incluindo o sistema UDI.
Nível de serviço
Grau em que o abastecimento responde às necessidades de uma unidade, por exemplo a percentagem de pedidos servidos completos e dentro do prazo.
Nível de stock (nível de reposição)
Quantidade de cada produto acordada para uma localização. É a referência para a reposição e é revista com os dados de consumo.
Ponto de utilização
Local onde o produto é efetivamente consumido, como o armazém de uma unidade de internamento, uma sala de bloco operatório ou uma sala de hemodinâmica.
Rastreabilidade
Capacidade de seguir um produto desde a sua chegada ao hospital até à utilização e de o associar ao doente quando necessário.
Reposição por consumo
Repor o que foi consumido, em vez de enviar quantidades fixas ou reagir a pedidos urgentes.
RFID (UHF)
Identificação por radiofrequência. A etiqueta do produto pode ser lida automaticamente, sem linha de visão; a banda UHF permite ler vários artigos à distância.
Rutura de stock
Situação em que um produto não está disponível quando e onde é necessário.
Stock em consignação
Produtos que pertencem ao fornecedor mas estão armazenados no hospital. Só são faturados quando utilizados, pelo que a utilização tem de ser registada e conciliada com o fornecedor.
UDI
Identificação Única de Dispositivos (Unique Device Identification): identificador que associa um dispositivo médico ao fabricante e ao modelo e, consoante o dispositivo, ao lote ou número de série.

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